Muitas pessoas não brigam porque querem. Brigam porque não conseguem se sentir ouvidas.
Em muitos relacionamentos, uma simples tentativa de conversa termina em discussão, silêncio ou afastamento. Aos poucos, o casal passa a evitar temas importantes, como se falar fosse mais perigoso do que se calar.
O problema é que o silêncio também comunica e muitas vezes, machuca.
Quando a comunicação falha, geralmente não é falta de amor. É falta de ferramentas emocionais. Cada pessoa entra na conversa tentando se defender, se proteger ou ser validada, e não necessariamente compreender o outro.
É comum que um fale para ser entendido e o outro escute para responder. Nesse jogo, ninguém se sente acolhido.
Outro ponto importante é que muitas discussões atuais não são apenas sobre o presente. Elas carregam histórias antigas, frustrações acumuladas e sentimentos não elaborados. Assim, uma conversa simples pode ativar dores profundas.
Vale se perguntar:
- As conversas no seu relacionamento costumam terminar em briga?
- Você sente que precisa se explicar o tempo todo?
- Existe medo de falar o que sente?
Quando conversar vira conflito constante, isso não significa fracasso do relacionamento. Pode ser um sinal de que algo precisa de cuidado, escuta e reorganização emocional.
A terapia oferece um espaço seguro para compreender esses padrões, aprender novas formas de comunicação e resgatar o diálogo sem ataques ou defesas excessivas.
Relacionamentos não adoecem por falta de conversa, mas pela forma como se conversa.

